Duque de Caxias, 2º maior PIB do estado, leva bomba no Ideb


Uma das cinco cidades com melhor salário de professor no estado, Duque de Caxias também é um dos municípios que mais arrecadam e tem o segundo Produto Interno Bruto (PIB) fluminense.

Por Marcos Nunes (jnunes@extra.inf.br) | Agência O Globo – Apesar disso, a educação não ganhou nota azul no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na rede municipal, 16 escolas tiveram avaliações abaixo da meta estipulada pelo governo federal para o período entre o 6º e o 9º ano do ensino fundamental. Nesse seguimento, apenas 24 colégios superaram a meta. Com isso, a cidade ficou em 63ª na avaliação geral que mede o desempenho dos estudantes nos anos finais.

Já na avaliação dos resultados dos alunos do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, uma escola municipal de Caxias aparece como a melhor colocada da Baixada Fluminense no índice Ideb, com nota 6,6, mas os números relativos ao município como um todo não foram muito animadores.

Pelo menos 50 escolas do 1º ao 5º ano não conseguiram bater as metas. Assim, nesse seguimento, a cidade ficou com o 69º lugar. Os números acenderam o alerta da Secretaria municipal de Educação.

- Vamos ampliar os tempos de português e matemática do 6º ao 9º anos e investir na ampliação de toda a carga horária da rede – disse a subsecretária Míriam Medeiros.

O Ideb, calculado a cada dois anos pelo Ministério da Educação, está em sua quarta edição de divulgação. Ele é o principal indicador da educação brasileira. Com notas de 0 a 10, o índice mede o desempenho de escolas, cidades, estados e do próprio país.

Sepe diz que falta estrutura

Para o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Caxias, a falta de infraestrutura das escolas municipais está ligada aos resultados ruins do Ideb.

- Falta tudo, desde água, o que provoca a suspensão das aulas, até material didático, como papel e canetas apropriadas para escrever no quadro – disse Solange Bérgamo, diretora do Sepe de Caxias.

A Secretaria de Educação se defendeu das acusações do Sepe, mas confirmou que alunos de cem escolas sofrem com a falta de água. Ontem, o “Extra” foi até a escola José Medeiros Cabral, em Jardim Gramacho, onde estudantes também denunciaram o problema. O colégio tirou nota 3 no Ideb 2011.

- Muitas vezes não tem aula porque falta água – disse uma aluna do 5º ano.

A secretaria disse que pede providências à Cedae desde o início do ano. Para amenizar o problema dos 608 alunos da escola, que contam com uma sala de informática, o município comprou três caixas d’água de cinco mil litros cada. A Cedae, por sua vez, confirmou o problema e prometeu uma solução até o fim do ano.


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