Negligência fez mais de cinco mil vítimas na Região Serrana
- quarta-feira, 26 janeiro 2011, 10:08
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60 estações meteorológicas do Estado estão desligadas por falta de definição de quem pagará os R$ 900 mil pela manutençao anual.
O que o governo insiste em chamar de um desastre natural, já pode ser considerado como um assassinato em grande escala, que se torna ainda mais horripilante à media que vem à tona denúncias de desídia de governantes que deveriam zelar (dever do Estado) pela segurança e incolumidade da população.
Mais de 700 mortos, até agora, centenas de pessoas desaparecidas e mais de 5.000 desabrigados e desempregados é o primeiro balanço da tragédia anunciada. Segundo depoimento do Sr. Luiz Atonio Barreto de Castro, (foto) secretário demissionário de Políticas e Programa de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia – um feudo do PSB no Governo Lula – um modesto investimento de R$ 36 milhões seria suficiente para evitar as centenas de mortes registradas na região serrana do Rio de Janeiro em decorrência de fortes chuvas. A bombástica declaração foi feita durante depoimento de Barreto de Castro na reunião da Comissão Representativa do Congresso convocada para discutir o assunto na última quinta 19).
“Se nós gastarmos adequadamente R$ 36 milhões ao longo deste ano, não morre ninguém no ano que vem”, disse Luiz Barreto de Castro. Conforme o secretário, que já teve anunciada sua substituição no cargo, há dois anos foi preparado no ministério um plano para a instalação de radares destinados a prever desastres naturais, com custo estimado em R$ 115 milhões. As informações são da Agência Senado.
No entanto, o plano não foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois disso, uma tentativa de inclusão no PAC 2 também teria sido vetada pelo então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “Criamos um grupo de trabalho em agosto do ano passado e fizemos uma proposta de R$ 36 milhões para um piloto, mas esse recurso ainda não foi liberado”, afirmou o secretário.
Segundo Barreto, o modelo ideal – que ele conheceu há mais de 10 anos na Venezuela – é composto por um sistema de radares e uma “sala de situação”, com especialistas observando as mudanças 24 horas por dia e fazendo ligação direta com a Defesa Civil. O secretário destacou que, no caso da tragédia no Rio, houve o alerta do radar, mas o resto do sistema não existia.
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