Ônibus da linha Caxias-Praça Mauá é sequestrado no Rio
- terça-feira, 9 agosto 2011, 23:55
- Duque de Caxias, Noticias, Segurança Pública
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Sequestradores fizeram em torno de 20 reféns por cerca de uma hora e feriram cinco pessoas em um ônibus da linha Praça Mauá-Duque de Caxias (Viação Jurema), na altura da avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, no inÃcio da noite desta terça-feira.

Bandidos teriam sequestrado o ônibus após uma tentativa de assalto no centro do Rio/ Foto: Luiz Gomes/Futura Press
De acordo com as primeiras informações, os homens teriam tentado assaltar o veÃculo.
O coletivo foi parado próximo à Universidade Estácio de Sá, onde o motorista teria ligado o pisca-alerta e descido do veÃculo. Dois policiais que faziam guarda no local foram verificar a situação, e os bandidos responderam ameaçando os passageiros com armas. Segundo o estudante Jefferson Gonçalves Garcia, que testemunhou a ação, os criminosos exigiram que um dos passageiros dirigisse o ônibus em tentativa de fuga da polÃcia.
Após perseguição com tiroteio e com um dos pneus furado, o ônibus parou na avenida Presidente Vargas, na região da Leopoldina, para onde foram mobilizadas diversas viaturas do Batalhão de Choque, do 4º BPM (São Cristóvão) e da Unidade de Resgate de Reféns do Bope, além de ambulâncias do Bope e do Samu. Com o cerco ao ônibus, houve mais troca de tiros. “Dentro do quadro, pessoas fortemente armadas e um ônibus sendo dirigido por uma pessoa que não era motorista – não sabemos nem se tem habilitação -, a solução foi a possÃvel. Infelizmente, houve vÃtimas”, lamentou o comandante-geral da PM. Os cinco feridos foram socorridos para o hospital Souza Aguiar.
Relato dos passageiros
Uma das pessoas que estavam dentro do ônibus e foi feita refém durante o assaltado, disse que não ouviu disparos partindo de dentro do coletivo. Ao todo, cinco pessoas foram baleadas durante a ação. Uma delas, Elisa Mônica Pereira, 46 anos, levou um tiro no peito, foi operada e está em estado grave no Hospital Souza Aguiar.
“Achei que iria morrer”, diz a testemunha, que não quis se identificar. “Ele estava andando no ônibus com uma granada com o pino puxado”.
A passageira afirmou que apenas ouviu os tiros vindos do lado de fora do coletivo, que teriam sido disparados pela polÃcia, na tentativa de parar o ônibus. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, os tiros disparados pelos policiais teriam acertado apenas os pneus do coletivo.
A vÃtima afirma que só percebeu o assalto depois que um policial que estava na rua percebeu algo errado e entrou no ônibus. Nesse momento, os bandidos se levantaram de armas em punho e ameaçaram o policial e todos os passageiros. Naquele momento, diz a testemunha, tanto o policial quanto o motorista conseguiram deixar o ônibus para pedir ajuda. Um dos assaltantes teria fugido naquele momento, usando um dos passageiros como escudo, conta a testemunha.
Reféns relataram momentos de pânico. Após prestar depoimentos à PolÃcia Civil, testemunhas relataram que os tiros partiram do lado de fora do ônibus. Segundo a ambulante Mara dos Santos, de 52 anos, durante a ação, os bandidos não efetuaram disparos.
- Os tiros vieram do lado de fora. Os bandidos não atiraram. Foi aterrorizante.
Ela deu a declaração na 6ª DP após prestar depoimento à polÃcia. Mara contou que três pessoas estavam feridas a bala dentro do ônibus e que os bandidos tinham uma granada.
A passageira Kátia Andrade confirmou a versão de Mara ao dizer que os disparos partiram do lado de fora do ônibus.
Foi iniciada, então, uma perseguição, e a polÃcia montou três barreiras para conter o ônibus, que conseguiu atravessar duas delas, até ser parado.
Entre os cinco feridos está um policial militar, não identificado. Ele foi levado para o Hospital da PM. Os outros quatro foram encaminhados para o Souza Aguiar.
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